quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quem são os Cientistas de Pé 2011?

Bruno Pinto


Licenciado em biologia, trabalhou durante alguns anos no estudo e conservação de espécies ameaçadas e em educação ambiental, tendo passado um ano de folia em Inglaterra em que também aproveitou para fazer um mestrado. Como se esses longos anos de estudo não bastassem, ainda fez um doutoramento na área da história ambiental que lhe deu muitas dores de cabeça e desenvolve actualmente um projecto de pós-doutoramento no Museu Nacional de História Natural. Nos seus tempos livres, fez teatro, aprendeu música, dedicou-se (e ainda se dedica) à fotografia e escreveu humor. Há rumores de que já consegue atar os atacadores dos sapatos sem a ajuda da sua mãe.

João Cruz


Licenciado em Biologia e mestre em Ecologia Marinha, este jovem sempre teve uma ligação especial com o mar, talvez por viver na Buraca, terra famosa pelas suas “banhadas”. Trabalha actualmente na área da ecologia química de esponjas e nudibrânquios, mais preocupado em arranjar sustento do que em encontrar uma cura para o cancro. Apreciador de boa mesa, recusa-se a comer moluscos e crustáceos porque animais sem espinha dorsal lhe fazem lembrar os políticos. Tem alguns laivos de masoquismo que se revelam inequivocamente no entusiasmo com que assiste aos jogos de futebol do Sporting.

Joaquim Paulo Nogueira


Formado em comunicação, doutorando, investiga as condições necessárias para que a escrita de teatro em Portugal (uma actividade em vias de extinção) possa ser desenvolvida em cativeiro. Foi actor, principalmente de teatro. Cinema, televisão e publicidade quase nada. Dedica-se também ao jornalismo cultural. Há vinte anos que leva os alunos a criar personagens na Escola de Enfermagem de Lisboa. Lá fora lembra-se de ter ido a Yale dizer Pessoa, Sophia e Jorge de Sena. Ou a Teresina orientar um atelier de escrita. Também de se ter perdido uma vez no metro de Paris. Ou de ter tomado um delicioso pequeno almoço em Málaga à conversa com Eduardo Prado Coelho. Começou a escrever para teatro em 1986, tem algumas obras publicadas em Portugal (também em Espanha), outras representadas ou lidas em Portugal e no Brasil. Atingiu o apogeu artístico quando recusou adaptar para teatro a peça “O Magnífico Reitor “ de Freitas do Amaral. Como muitos dramaturgos utiliza os direitos de autor para viajar pelo mundo. Em Junho pôde assim cumprir um sonho de infância: visitou a Baixa da Banheira, sendo recebido com pompa pelo trinca-bilhetes que o reconheceu de uma outra viagem que fizera, anos antes, à Moita. Em 2011, farto de o ver estendido no seu sofá, o psicanalista recomendou-lhe os Cientistas de Pé para tratar da relação traumática que desde muito cedo tivera com o stand-up: eram sete da manhã, a sua mãe acordava-o passeando vagarosamente uma pena de pato pelos seus pés. Não tinha piada nenhuma mas ele era sempre obrigado a rir.

Leonor Medeiros


Fez o percurso inverso ao de muito boa gente que queria ser arqueóloga quando era pequenina e que depois acabou por arranjar empregos a sério. Fez um desvio por arte e arquitectura antes de ceder à paixão por descobertas e objectos antigos, licenciando-se em Arqueologia na Universidade Nova de Lisboa. O gosto por viagens e por ruínas de edifícios industriais levam-na a ser passageira frequente de companhias aéreas low cost, resultando em muitos certificados de congressos, uns carimbos no passaporte, e um mestrado em Gestão de Património, com a Universidade de Birmingham e o Ironbridge Institute, no Reino Unido. Regressa sempre inspirada, implementa projectos, ateliers e eventos. Veio experimentar o stand up porque não resiste a uma boa (ou má) piada. Não gosta que falem mal do Indiana Jones à sua frente.

Ricardo Manuel Sequeira


Vítima duma educação que lhe fornecia o que ele precisava mas nunca o que ele queria, a sua curiosidade em querer saber como funcionavam os seres vivos levou-o a formar-se em Bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo obtido um mestrado na mesma área. Recusando-se a seguir os outros cérebros para fora do país decidiu enfrentar o que considera a filosofia do “Quem sabe faz e quem não sabe manda” com fracos resultados até agora. Encontra-se neste momento a fazer uma pós-graduação em marketing enquanto trabalha como bolseiro de investigação, quem sabe para um dia conseguir ganhar dinheiro a vender as enzima com que trabalha às bactérias que as produzem. Decidiu conhecer os Cientistas de Pé porque não tinha nada para fazer num Domingo, acabando por fazer parte do grupo devido a uma dificuldade patológica em dizer não.

Sofia Guedes Vaz


Engenheira do ambiente e doutorada em filosofia do ambiente, dedica-se agora a um pós-doutoramento para se preocupar com consumo sustentável. Foi emigrante em Copenhaga durante sete anos e fez o mestrado e parte do doutoramento em Inglaterra. gosta da palavra irrequieta, tem alma de nómada e detesta saber onde poderá estar daqui a 5 anos. Já teve mais de dez empregos, o mais longo o tal de sete anos na Agencia Europeia do Ambiente. A crise ambiental deve-se ao facto de ninguém a levar a sério. Não acha particular graça ao humor, não sabe quem é um humorista de que todos falam mas não gostam e raramente alguém ri do que diz. Stand up é um último reduto para tentar mudar o mundo, se não funcionar vai dedicar-se a dar banho a cães. É canhota, tem dois filhos, já correu uma meia maratona e detesta atum.

Sónia Negrão


Algarvia de mau pêlo e com todas as gerações anteriores 100% Mouras. Na sua terra Natal, em Porches (não confundir com Ferraris), diz-se que os seus pais ainda eram primos afastados e talvez por isso a maluquice lhe corra no sangue. Na sua mocidade era fã incondicional da TV Rural e por isso licenciou-se em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA para os amigos). Desses tempos recorda uma música muito bonita ("ISA orgia, é tudo Agronomia") e talvez por isso trabalhe agora como sexóloga do arroz. O seu sonho é obter uma variedade de arroz português que possa ser comercializada, mas como efeito colateral obteve um doutoramento em Biologia. Considera as Filipinas a sua segunda casa, para onde vai trabalhar com arroz e ingeri-lo a todas as refeições, acabando a gritar por carcaças com fiambre a meio da noite. Já fez teatro nas Noites Europeias dos Investigadores 2009 e 10, sempre com o papel da vilã. Impulsionada pelos amigos e pelo marido (que a chamou de medricas) decidiu-se a tentar a comédia.

1 comentário:

  1. Boa tarde!

    Gostaria de saber se poderíamos exibir o vídeo Cientistas de Pé - Salvar o mundo ou rir a tentar no site da Noite Europeia dos Investigadores. Seria interessante fazer a divulgação através do nei2011.eu, uma vez que os Cientistas de Pé estarão presentes na Noite de Lisboa.
    Aguardo resposta em geral@nei2011.eu.

    Cumprimentos

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